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Mitos e Respostas



Afinal, o que está errado em comer animais?

Como indicado na lei portuguesa, vacas, porcos, cabras, ovelhas, galinhas... são seres sencientes, ou seja, têm a capacidade de sentir emoções como alegria, tristeza, dor, prazer, medo, estabelecem laços afetivos e de amizade entre si, etc. Explorar e matar um animal seja para alimentação, para produzir vestuário ou para qualquer outra coisa, significa torturar, infligir dor e roubar a vida destes seres. Está tão errado como errado foi escravizar pessoas, quando se pensava que existiam pessoas superiores, normalmente de cor branca, com o direito de fazerem o que queriam das pessoas inferiores, normalmente de cor preta. Em certas culturas os escravos estavam abaixo dos animais e foi assim durante muitos séculos. Não é a antiguidade de uma prática que a pode legitimar, nem tão pouco a quantidade de pessoas que a praticam. Explorar, torturar, matar animais inofensivos e inocentes é tão errado quanto desumano.

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Se os animais comem animais, porque não posso fazer o mesmo?

É verdade que na natureza há animais que comem outros animais. Esses animais carnívoros, como por exemplo o leão, também têm outros comportamentos a que não interessa ao Homem copiar... como por exemplo matar as crias de machos rivais independentemente da vontade das fémeas, cheirar e lamber o rabo uns dos outros como forma de cumprimento, entre muitos outros. O Homem não é um ser carnívoro. Os carnivoros não suam, têm um intestino curto, mastigam de cima para baixo, etc. O homem sua, tem intestino longo, mastiga mexendo os maxilares de um lado para o outro... Mas mesmo que se queira recorrer ao reino animal como forma de justificar o comportamento alimentar do Homem, porque não escolher outro tipo de animais possantes, como o elefante, a girafa, o gorila, o rinoceronte, etc., que não incluem animais nas suas dietas?

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Eu já me preocupo com o meio-ambiente. Isso não é suficiente?

A principal causa para o aquecimento global surge da exploração intensiva de animais, principalmente do gado que liberta gás metano. Se a isto juntarmos a poluição gerada pelas estruturas e máquinas utilizadas na criação de gado, exploração e transformação em derivados, obtemos uma fonte mais poluente (cerca de 50%) que todos os meios de transporte juntos (carros, comboios, aviões... cerca de 13%). Mas não é tudo. Uma parte significativa da destruição de florestas deve-se à necessidade de plantar proteína vegetal para alimentar estes animais (soja, milho, etc.). Áreas que deixam de ser os pulmões do planeta, para se transformarem em desertos, com solos explorados quimicamente até à exaustão. Outro precioso recurso explorado pela agropecuária é a água potável. Estima-se que para a produção de um único hambúrguer sejam necessárias centenas de litros de água.

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Para que tenho dentes caninos se não é para comer carne?

Os gorilas têm caninos bem compridos mas ainda assim são animais herbívoros. O ser humano não utiliza os seus pequenos caninos para cortar, rasgar a carne crua, como precisam de fazer os animais carnívoros. Pelo contrário, a nós basta cozinhar a carne para a amolecer e a poder mastigar com os nossos dentes molares.

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Não sou livre de escolher o que quero comer?

Sim. Mas a liberdade de cada não deve terminar quando essa escolha prejudica o outro? Os animais não se podem defender ou fugir do apetite humano por carne e só as pessoas os podem defender de outras pessoas. Se por um lado defendemos que maltratar gatos e cães é incorreto, porque pensamos o contrário de animais como porcos, vacas e galinhas, submetidos a torturas toda a sua vida? Se não precisamos de comer animais para sobreviver, porquê escolher a crueldade imposta aos animais?

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Eu apenas como carne de animais que viveram em liberdade.

Pegando no exemplo das "vacas felizes" dos Açores exploradas para a produção de leite... Aparentemente são felizes porque passam muito tempo em liberdade no campo, mas ainda assim a sua esperança média de vida é de 5 a 7 anos, quando uma vaca pode viver mais de 20 anos. Então o que se passa na vida destas "vacas felizes"? Quando se trata de explorar animais para negócio, não há como respeitar o seu bem-estar ou direito à vida. Enquanto seres dotados de maior capacidade racional, podemos sempre distinguir o que está eticamente correto ou não e decidir que é extremamente incorreto e mau trazer um animal ao mundo só para que mais tarde possa ser morto e comido.

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Ser totalmente vegan é utópico e impossível!

O veganismo não procura fazer do animal humano um ser perfeito. Trata-se antes de um modo de vida que defende que o Homem não precisa explorar ou fazer sofrer outros animais, nem para se alimentar, nem para se vestir ou cuidar da saúde ou sentir-se entretido. É impossível deixar de comer carne ou peixe? Pelo contrário, é cada vez mais consensual entre as organizações que estudam a saúde humana, que uma alimentação de base vegetal é muito mais benéfica tanto para o ser humano como para o meio ambiente. Há várias bebidas vegetais que podem substituir o leite de vaca (bebida de soja, amêndoa, avelã, arroz, aveia, côco, espelta, etc.). Um bolo não precisa de ovos ou leite na receita. Assim como há alternativas na alimentação, também há marcas de fármacos e produtos de higiene e beleza que não fazem testes em animais, há marcas de vestuário e calçado que não usam nada de origem animal na composição das suas peças, há espectáculos que não necessitam de animais para entreter o público. Não é utópico nem impossível deixar de maltratar cães, gatos, porcos, vacas, ovelhas, cabras, galinhas, codornizes, coelhos, raposas, cavalos, etc. Nada disto é utópico e pode ser alcançado individualmente de um dia para o outro.

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O veganismo também é cruel, porque as plantas também sentem dor.

O que se sabe cientificamente é que as plantas não têm um sistema nervoso nem um cérebro tal como os animais considerados sencientes. Isto quer dizer que a planta simplesmente não tem como percepcionar "dor" como a conhecemos ou qualquer outro sentimento quando é "maltratada" ou morta. No reino animal, os seres com sistemas nervosos sentem dor para poderem identificar e fugir aos perigos. Ora para que servia a Natureza ter dado a capacidade a uma planta de sentir a aproximação de um incêndio ou alguém a colher-lhe os frutos, sem depois dar-lhe também uma forma de fugir dessas ameaças de morte? Mas mesmo que as plantas sentissem dor como os animais, qualquer pessoa consciente iria preferir alimentar-se apenas de plantas, do que matar animais que também tiveram de matar plantas para a sua alimentação. Por exemplo, sabe-se que a maior parte dos cereais produzidos no mundo destinam-se à alimentação de animais de abate. Ou seja, uma pessoa que come animais, está igualmente a matar milhares de plantas e, assim sendo, as pessoas que perseguem um estilo de vida vegan são as que menos sofrimento e morte impõem aos seres vivos.

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Com tanta miséria e guerra no mundo a acontecer entre pessoas, é mais importante proteger os animais?

O mundo está cheio de injustiças... crianças a serem violadas e vendidas pelos familiares, pessoas a morrerem de fome, exploração no trabalho e escravatura, solidão, isolamento e abandono de idosos, etc. E todos estes problemas merecem toda a nossa atenção e ativismo diário. É preciso lutar impiedosamente para que tudo isto e tanto mais acabe de vez. Se pensarmos nos fundamentos do veganismo, podemos concordar que os mesmos defendem o bem-estar de todo o tipo de animais, nomeadamente o animal humano. A maioria dos problemas que vivemos têm o mesmo ponto de partida... a ideia de que há seres mais importantes que outros. Podemos verificar isso na história do Homem. Desde sempre algumas pessoas têm conseguido demonstrar esta ideia da pior maneira possível... o homem branco considerando-se superior ao homem negro, escravizou e explorou, estuprou e assassinou o negro a seu belo prazer; o homem considerando-se superior à mulher, fez dela o que quis durante séculos, tirando-lhe a voz, qualquer direito e liberdade; o homem de "raça areana" considerando-se superior aos judeus, tentou exterminá-los. Continuamos a ver este sentimento de superioridade também noutras dimensões, como na economia capitalista, onde os muito ricos se acham no direito de continuar a enriquecer à custa responsabilidade dos pobres, etc. É este mesmo sentimento de superioridade que nos levou a manter até aos dias de hoje uma outra história de terror, que é de criar, explorar, torturar e matar animais, que o Homem considera inferiores a si, para se alimentar, para se vestir, para se entreter... etc. Nada disto faz sentido e a luta é toda igual: contra todo o tipo de exploração animal, humano e não humano.

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Queijo artesanal e familiar é livre de crueldade animal.

Não existe exploração de animais que não seja cruel. Por exploração podemos considerar o condicionamento que se faz à vida de um animal para servir o interesse de um humano. Ora vejamos. Por exemplo o queijo de cabra, que muitas vezes é comercializado como artesanal e assim livre de crueldade... é, como a designação indica, um queijo criado a partir do leite produzido pelo animal "cabra". A cabra, tal como qualquer outro mamífero, nomeadamente o ser humano, só dá leite quando tem uma cria para amamentar. E isto acontece porque a cria vai precisar do leite da mãe para se desenvolver. Como qualquer outra cria de um mamífero, como o bebé humano. Daqui podemos reunir dois factos: 1) se o leite é necessário à cria, tirar leite da cabra para consumo humano é retirar o alimento essencial ao cabrito. Mas mesmo que a cabra até produza leite a mais do que necessário, há que pensar então no facto seguinte. 2) o cabrito vai acabar por crescer e necessitar de atenção, comida e água. Não havendo crueldade, quer dizer que esse cabrito irá desfrutar de liberdade e não será morto. Se não é morto, nem dado ou vendido para ser morto, quer dizer que vai viver os próximos 15 anos de vida no rebanho. Assim como todos os cabritos que a cabra (e as outras várias cabras do rebanho) vai ter de dar à luz para poder ter leite para o humano lhe tirar e dele fazer queijo, vão viver e continuar a aumentar o rebanho. Ou seja, a família que produz o queijo de cabra tem de ter uma quinta infinitamente grande, ou então ter sempre outras muitas famílias a quem dar os novos cabritos para serem criados em vez de mortos. Alguém conhece um caso assim? Por aqui não.

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Manifesto


O AlgarveVegan.com foi criado com a missão de inspirar e transformar o Algarve na primeira região portuguesa livre de todas as formas de exploração de animais. Com este propósito reunimos uma lista de documentários, livros e publicações, eventos, restaurantes, mercearias, lojas, alojamentos e outros estabelecimentos vegetarianos e vegan a operar no Algarve.

Apoiamos o movimento ativista Anonymous for the Voiceless Algarve, a luta pelo encerramento da praça de touros em Albufeira e defendemos a abolição de circos com animais ou quaisquer outros espetáculos, como parques aquáticos que também utilizem animais para entretenimento no Algarve.

Apoiamos a Plataforma e o Movimento Algarve Livre de Petróleo, a Feira do Ambiente e Vegan do Algarve e o projeto Desafio Mês Vegetariano.

Apoiamos a comunidade Ricos Tostões - Moeda Portuguesa Anticrise, que nasceu no Algarve e que dinamiza uma moeda social amiga das pessoas, do comércio de proximidade e das causas sociais.

Apoiamos o trabalho da Associação Vegetariana Portuguesa e do Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), em particular do Grupo PAN Algarve e respetivos deputados autárquicos.


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