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Mitos, questões e respostas


O mundo está cheio de injustiças... crianças a serem violadas e vendidas pelos familiares, pessoas a morrerem de fome, exploração no trabalho e escravatura, solidão, isolamento e abandono de idosos, etc. E todos estes problemas merecem toda a nossa atenção e ativismo diário. É preciso lutar impiedosamente para que tudo isto e tanto mais acabe de vez. Se pensarmos nos fundamentos do veganismo, podemos concordar que os mesmos defendem o bem-estar de todo o tipo de animais, nomeadamente o animal humano. A maioria dos problemas que vivemos têm o mesmo ponto de partida... a ideia de que há seres mais importantes que outros. Podemos verificar isso na história do Homem. Desde sempre algumas pessoas têm conseguido demonstrar esta ideia da pior maneira possível... o homem branco considerando-se superior ao homem negro, escravizou e explorou, estuprou e assassinou o negro a seu belo prazer; o homem considerando-se superior à mulher, fez dela o que quis durante séculos, tirando-lhe a voz, qualquer direito e liberdade; o homem de "raça areana" considerando-se superior aos judeus, tentou exterminá-los. Continuamos a ver este sentimento de superioridade também noutras dimensões, como na economia capitalista, onde os muito ricos se acham no direito de continuar a enriquecer à custa responsabilidade dos pobres, etc. É este mesmo sentimento de superioridade que nos levou a manter até aos dias de hoje uma outra história de terror, que é de criar, explorar, torturar e matar animais, que o Homem considera inferiores a si, para se alimentar, para se vestir, para se entreter... etc. Nada disto faz sentido e a luta é toda igual: contra todo o tipo de exploração animal, humano e não humano.
Não existe exploração de animais que não seja cruel. Por exploração podemos considerar o condicionamento que se faz à vida de um animal para servir o interesse de um humano. Por exemplo o queijo de cabra, que muitas vezes é comercializado como artesanal e assim livre de crueldade... é, como a designação indica, um queijo criado a partir do leite produzido pelo animal "cabra". A cabra, tal como qualquer outro mamífero, nomeadamente o ser humano, só dá leite quando tem uma cria para amamentar. E isto acontece porque a cria vai precisar do leite da mãe para se desenvolver. Como qualquer outra cria de um mamífero, como o bebé humano. Daqui podemos reunir dois factos: 1) se o leite é necessário à cria, tirar leite da cabra para consumo humano é retirar o alimento essencial ao cabrito. Mas mesmo que a cabra até produza leite a mais do que necessário, há que pensar então no facto seguinte. 2) o cabrito vai acabar por crescer e necessitar de atenção, comida e água. Não havendo crueldade, quer dizer que esse cabrito irá desfrutar de liberdade e não será morto. Se não é morto, nem dado ou vendido para ser morto, quer dizer que vai viver os próximos 15 anos de vida no rebanho. Assim como todos os cabritos que a cabra (e as outras várias cabras do rebanho) vai ter de dar à luz (para poder ter leite para o humano lhe tirar e dele fazer queijo) vão viver e continuar a aumentar o rebanho. Ou seja, a família que produz o queijo de cabra tem de ter uma quinta infinitamente grande, ou então ter sempre outras muitas famílias a quem dar os novos cabritos para serem criados em vez de mortos. Alguém conhece um caso assim? Por aqui não.

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Não é uma quinta, é um Santuário

Cavalos, vacas, porcos, cabras, galinhas, patos, coelhos, cães, gatos... a Associação Cabana Aldeia dos Palheiros é refúgio de dezenas de animais resgatados por Artur Nascimento e Carla Sananda, que tudo fazem pelo bem-estar dos seus amigos animais.

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